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A cruz ergue-se pelas costas que me abandona…
Diante de mim estão fantasmas sem nome…
Está escuro e esta noite mata-me…
Vêm os fanáticos de David rezar seu nome
As vozes são roucas; Ilumina-se no altar
Padres de batina olhando-os cantar!...
Soa a música dos mortos ao meu ouvido
E no fundo deste retrato fusco eles lá vão
(Fantasmas) desaparecendo ao primeiro apagão…
Ó noite de um só homem, de só uma solidão!
Tu és a minha rainha e eu o teu fiel servo!
Vem, acompanha-me… Por nós espera o jazigo…
Minha rainha infiel! Recordas-me a brisa da fogueira
Em que tudo era lume e cegueira!...
Álvaro Machado - 23:07- 22-08-2012
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