Álvaro Machado - Falemos de casas (Herberto Helder)
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Aqui fica um poema novo no meu canal no youtube. Espero que gostem, fico à espera de feedback. Um abraço para todos vós, que me seguem. Obrigado. Álvaro Machado - 16:05 - 15-11-2015
O vazio do meu coração É como a chuva fria Que cai pelo chão E que me esfria. Que, quando cai, me desnorteia Entontecendo-me até à noite morta; O próprio vazio, a própria alma absorta São um vazio de ideia... Parece que não existo Ou que tu estás longe como o infinito... A sensação é de sofrer Enquanto estiver a chover... Porque quem ama não deixa escapar O coração que está encostado à chuva; Se porventura ouvi-lo-ão desertar Não foi ele, foi a chuva. Álvaro Machado – 19:17 – 21-02-2013
Onde tudo é torpe, vem apenas o apenas. Nas ruas soltam-se cânticos quando a brisa os invade, os ultrapassa e os confunde na percepção. Talvez — de certo, incerto demais — roubem-lhes a emoção, para nada mais restar dentro do coração. O que sobra? Sobra esta azáfama gigante ao nosso redor - só nos ofusca, só nos distancia, só nos enraivece desse viver o mundo com (mais) humanismo. Álvaro Machado - 18/09/2025 - 22h20
É neste intenso cheiro a maresia que me descubro. Neste cair da noite ligado às estrelas do céu estrelar Divido-me entre intensas memórias, as que sempre encubro, E as vivências que nunca hei-de mais apreciar! Sento-me à janela, entre brisas de uma minha extensão qualquer, Para novamente da vida qualquer coisa aproveitar - Se são mais memórias ou vivências, não sabendo o que querer, Quero olhar para a frente e o mar poder recitar! Deu meia-noite. Começou a chover. São os ventos, a tempestade a colher… Como dizer algo se não tiver mais nada p’ra dizer? Quero o mar e tudo mais é viver. Álvaro Machado - 15.08.2024
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