Mensagens

estrada do mundo

Imagem
o coração vai cheio por essa estrada que chamamos mundo... vai carregado de acasos não por acaso,  explode intenso, único no sentir... vai entre ritmos musicais a bater nele e a cada toque da guitarra vibra história efémera no momento, eterna no sentir  por essa estrada que também é destino...  e no toque suave da mente relembrado  tudo se agiganta: mais se quer viver mais se quer ter, mais se quer para vir por essa estrada que no coração quer ficar... Álvaro Machado - 10h25 - 13.06.2023

todos no poema

Imagem
Eu sou de todos, sem mais ninguém.  Sou do universo à noite, rodeado de dúvidas, Sou do dia na manhã, com a brisa a escapar-me das mãos, vai e nunca mais vem, Sou das estrelas cadentes que tiram vidas...  Sou da réstia de esperança que esta lá fora, memórias que sobressaidas Tornam este quarto tenebroso e além vós, Além paisagens, além snobes que se achem,  Além dizeres e não dizeres, contos e não contos: Afinal sou eu não sou?  Sou eu de permeio, sou eu lá trás, aquele senhor até o caminho apontou,  Sou eu ali em cima do balcão, ébrio, a regozijar-me por ser um artista falhado,  Por quem ninguém se tem importado?  É não é? Sou de quem é ou de quem não é? Sou-me pelo menos para mim próprio?  Sou o almirante no meio do mar a seguir um caminho que já havia sido navegado?  A bússola que me deram é que o traçou E eu segui-o; o almirante nunca contestou Nem para onde ir nem com quem ir...  Sim, eu sou estes senhores todos. Sou um espelho de v...

Livro de mim

Imagem
  Trago dentro de mim Um livro cheio de canções Poemas inteiros que assim Dão vida às minhas emoções Trago neste caderno Percalços do caminho, a minha redenção...  E talvez um dia, em pleno sol de Inverno,  Esqueça esta dor que trago pela mão, Talvez esqueça estes dias vagos,  As horas passadas sem sentido nenhum...  E que estes pensamentos amargos Saiam, por fim, para lugar algum...  Trago o vento e o ranger  Dos mares, da história de todos os seres...  E ao olhar para o céu sinto esperança, sinto um renascer: - "abre esta porta, agora é para viveres!"  Álvaro Machado - 13h42 - 22.05.2023

incessante naufrágio

Imagem
  tenho vertigens, o medo incessante de cair... por isso é que me aproximo do mar, longe da terra, deixo o vento para me apontar o sítio, o caminho que devo seguir... temo pelo cadafalso que se está a aproximar não exógeno, o que em mim começa a nascer... o buraco do abismo a ver-se crescer dentro de mim e empurra-me p'ra longe do lar... mas esta incerteza sobressalta: se caio do abismo ou se será a naufragar que serei posto pela última vez a respirar, junto à costa ou à terra, o que me vai matar? Álvaro Machado - 11h33 - 03.05.2023

Das paredes

Imagem
"- Como sai o poema?" Sai com a casca partida, com o tom mais grave, com a nota mais triste, sai do meio da estrada da vida, sai da praça imbuída de rostos vazios, sai das mágoas e das memórias passadas, sai dilacerado, já solto, cais escondido... " - Como sentes o poema?" Sem ninguém que o ampare, sem métrica nem simbolismo algum, sem significado objectivo ou lógico sem brisa de canção leve sem Deus no horizonte frio da manhã sem paz, sem nada mesmo: assim sinto o poema... Álvaro Machado - 15h20 - 24/10/2022

Boémia Canção

Imagem
  Abri a garrafa e ficai a ouvir a canção... Fiquemos aqui até amanhecer, fiquemos sem noção... (Breve havemos de sucumbir) Bebei até à exaustão O suor da maledicência que cheira a derrota... Se Deus é quem nunca nos perdoa e nos confronta Porque é a nossa inspiração? Mas é nas masmorras do nosso pensamento Que nasce outra imagem fúnebre, ainda por vir! - gritou, covardemente, em sofrimento, um homem que ousou não sentir... E continuou, bem alto e longe: Nas masmorras é que cantámos e bebemos  É aqui que ébrios enlouquecemos! (Disse-o repetidamente até partir...)  Álvaro Machado - 19h15 - 14/10/2022

Assim.

Imagem
esta dor vem sombria, dolorosa pela amargura das horas entra-me nas veias calca-me o coração dói-me à exaustão ai que dor sem verso sem forma sem nada que a objective que a torne menos baça e estonteante e dolorosa como a que entra esta noite (quem dera. um dia ser mais assim. não me doer a cabeça. não me fingir outro. não me esconder pela porta das traseiras da chuva à espera como em criança...) Álvaro Machado - 02h20 - 14-11-2018