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À memória!

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em memória a ti, companheiro. muito mais importante que as palavras são os pequenos gestos. gestos que nos enchem o coração da saudade de um que estará para sempre connosco. então não são pequenos... são gestos largos, nobres, que significam tudo. as vozes entoaram e prosseguiram a sua rota natural acompanhadas pelas guitarras que soaram tristeza nas notas... capa negra, assim, como sabemos, homenageamos. e é com a capa negra que sempre diremos: nós, contigo, sempre estamos. Álvaro Machado - 20-06-2014

Ramo do esquecimento

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Ramos arremessados ao chão, Lágrimas escorridas, Laços do grande-amor-vão -Tudo para o chão! Fúnebre. De luto ao herói, ao conquistador... Silêncio, lágrimas e muita dor... Noite que arrefece como o corpo estendido! (E preferia eu que nunca tivesses partido) Só o vento sofre, só a lua cheia sente Porque mais ninguém pode sentir; Só as rosas sentem a saudade Do herói, de sua irmandade! Só eu posso sentir a carta que me deixou. Por isso ela foi destinada a mim. E por onde passo, oiço-os a todos, Todos aqueles últimos suspiros dados Com uma despedida forçada! (No fundo, eles queriam só mais tempo, Só pediram a Deus um pouco mais de tempo Para viver, para continuar vivos. Pouco tempo, era só tempo; e pouco...) E por onde passei, ouvi de maneira tão pura Aquele pedido de socorro. Só a luz da noite lhes ilumina o jazigo. Sem essa excepção foram esquecidos Para sempre, eternamente esquecidos! Só o vento e a lua continuam enc...

Fúnebre canção

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Silêncio atravessando a sala de estar... Pouca ou nenhuma luz atravessando... Mistérios anímicos que estão a olhar Para nós, e para quem está jantando... Coisas de nada fazendo sentido nenhum... Mais silêncio na sala, mais solidão... E vem ao fundo fúnebre canção Onde sentido padece a algum... Não é verdade, nunca será, as coisas do povo. Em meia palavra, em meio sopro gesticulado, Como se o momento pudesse ser cantado, Eu sozinho me comovo... Não é verdade, não pode ser; é-o de outra forma Que não esta de andar e ver e achar As mil formas ditas, se pudesse ser norma, À espera do passo último para cantar... Silêncio, mais silêncio no alto deste jantar... Queira eu para mim o que já pude, mas agora não; Queira eu, com todo um engenho e arte, cantar Mais altivamente do que esta fúnebre canção... Álvaro Machado – 21:27 – 05-11-2012