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estrada do mundo

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o coração vai cheio por essa estrada que chamamos mundo... vai carregado de acasos não por acaso,  explode intenso, único no sentir... vai entre ritmos musicais a bater nele e a cada toque da guitarra vibra história efémera no momento, eterna no sentir  por essa estrada que também é destino...  e no toque suave da mente relembrado  tudo se agiganta: mais se quer viver mais se quer ter, mais se quer para vir por essa estrada que no coração quer ficar... Álvaro Machado - 10h25 - 13.06.2023

Nós.

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O universo move. Nós paramos. O fogo sobe. Nós encontramo-nos. O destino? Junta. Separa. Da significado. Eterniza-nos por essa essência. Álvaro Machado - 19h54 - 15-08-2014

noite.

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a minha vida é breve como o vento e vazia como o silêncio do vento. eu disse-te isso. e tudo passou... mas a noite passada trouxe-me o teu flamejante olhar, a doce e inocente voz, e por um breve instante pude ter-te como deus tem o universo. eu devia ficar calado. eu sei. mas eu nasci para dizer tudo o que embarca o coração, todas essas sensações que ninguém entende... é o estar sentado sobre o enternecido luar e suspirar afincadamente... sabes, o normal. o normal ciclo de alma errante - o não ter nada nem ninguém, as raízes espalhadas por aí fora a sofrer intoleravelmente. breve é tudo: eu, tu, todos... mas permite-me dizer que nesse breve instante tenho a sensação de te ver p'ra sempre. Álvaro Machado - 18:13 - 16-05-2014

De repente...

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Os dias são tão inúteis E a vida tão estranha... São as horas dolorosas Que no passar delas Provoca tédio... E o dia acaba assim Sempre como começa: Na ilusão que vai indo, Que nos vai fazendo permanecer Sempre na mesma indefinição... Álvaro Machado - 19:32 - 12-03-2014

Nós acabando

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Tão assim perpassa Nossa, ao frio, ao relento; Vede que sentimento Nos ultrapassa! O leve que pensamos Inda agora se perdeu Como ele, nós acabamos - Horizonte que desvaneceu. Tudo não passa de estar Sentados a sonhar; Não se sabe sequer que é o viver, Haja o que houver! Paremos: escutemos afinal Quem é a força lá fora. Passa a hora? Passa em todos por igual. Todos duram ou tentam durar, Vivem, escondem, fogem. E na hora que vem para acabar Finda, todo o homem. Fundamento sem o ter, Sonhar em uma prisão, Ouvir o que da chuva acontecer, De súbito aquela percepção! Álvaro Machado – 23:53 – 07-02-2014

Perguntas vãs, respostas inexistentes

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Corria o tempo; simplesmente passava… Não sabia como, não sabia porquê, Porém, havia lhe perguntado: “Tempo, porque passas? Sabes que eu não queria que passes assim? Queria que fosses eterno, que não tivesses fim… Assim, não me separaria de ninguém, Assim talvez a dor menos se propagasse entre mim…” Tão incongruentes são estas minhas perguntas Que, na inocência de ambicionar dar de caras com o universo, Se sente só e de estado atónito p’ra limitação que aparamente nega ter… Tão imbecis são estes meus pensamentos da indecisão e da incerteza Que, enquanto o céu me não responder, continuarei assim, neste impasse solitário, A cantar a triste saudade, o triste desejo de querer conhecer mais de mim E deste vasto universo repleto de vida que todos os dias bate à minha porta… Álvaro Machado – 18:32 – 04-10-2013  

Nada igual a si

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Sol que nasce e que nos ilumina, Lua que vem e que nos abandona, Tudo tem de vir, tudo tem de partir, Connosco nunca pode ficar. O que vimos é apenas por pouco tempo; Nunca vimos da maneira que anteriormente havíamos visto, Nunca sentimos como havíamos sentido outrora - Nós próprios não somos quem éramos. Tudo vem, tudo vai, como nós Que não somos mais que uma paisagem Cheia de recordações e de imagens Inerentes à alma. Que se leva, afinal, desta vida? Álvaro Machado - 00:38 - 10-06-2013

Isto do vento

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E é isto que somos neste mundo. A história só nos diz mentiras. Somos a passagem repentina do vento E a chuva e o sol do lamento. É isto o mundo de quem nos criou, São estas as árvores, as paisagens, E tudo o mais que olhamos das nuvens. Somos tudo que o vento levou. Tudo é estar belo e ser aparentemente eterno, Menos nós, que passamos repentinamente Por este mundo e outros e quem sabe continuamente! Tudo é isto em paisagens ao sol e não sermos como ele, É viver tão distraidamente de nem pensarmos Que um dia, finalmente, acabamos! Álvaro Machado – 14:18 – 08-02-2013

Sentido da vida!

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Tenho procurado, tenho estipulado enigmas, tenho enfim criado humanidade Para além da que existe neste confins do mundo - todo ele enfático e mórbido, Em que ninguém é de ninguém e apenas se cruzam num sonho castelhano; Tenho encontrado a verdade, a verdade de quem criou o homem... Depois, olha lá para fora e está um dia sol em pleno inverno. Nele passa o enleio Das almas que como eu sentem não ser nada e ser vãs como tudo que existe... Ao cimo da minha aldeia não sei o que há, mas sei morar lá ditinho Que prece meu fim antes que diga a verdade!... Temos que pensar que nós, homens e mulheres, nascemos não sabendo de onde, Vivemos não sabendo porquê e morremos, de mesmo modo, não sabendo Que será final o presente imprevisível... Podemos, ainda assim, imaginar qualquer coisa: Quando acabar, seguiremos para o céu ou continuaremos cá a filosofar sobre seu fim? Temos que saber afinal quem somos apesar de, indubitavelmente, ninguém poder saber! Soment...