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Insignificante

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Não pedi muito. O que pedi poder-se-ia cumprir. Fosse o universo tão pequeno como o homem é E as cavernas inteiras ardessem, e o mar a meio pé Acompanhado cada partir. Fosse este gosto primaveril sempre assim E o que por ele se movimenta, A verdade guardar-se-ia para mim E toda a natureza tornar-se-ia opulenta. E se a humildade não me concebe essa condição, O que me resta é sentar-me no recôndito coração Repousar, esquecer e continuar… Somente ter como certa a voz de Deus no vento. Ele batia-me na face e num breve momento Senti que lhe estava a falar… Álvaro Machado – 22:29 – 20-06-2013

Retorno.

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Já nasceram e tiveram a eternidade, Já cresceram até à noite primaveral - Enquanto eu vivi sempre igual, Na mesma saudade, Na mesma vida infernal. Um lugar imbuído de nostalgia; Um lugar que tanto me diz sem dizer, Que me pertence e é meu sem poder ser - Porque floresce por todo lado a magia De mais vida poder nascer. De quem eu falo todos sabem. E os que não sabem mentem. - O que floresce são saudades de um jardim E o que nasce são vontades de voltar a viver em mim! Álvaro Machado – 00:47 – 26-04-2013

Guerreiro desarmado

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Vai adiante o grande guerreiro Quando a bruma se põe Lá no alto da montanha Que ninguém conhece E vai adiante, ao lado das árvores, Com o canto de um rouxinol A fazer-lhe bem ao ouvido, Que lhe pede para continuar A caminhar, a caminhar num impasse De uma montanha que ninguém conhece, A andar vagamente pelo sol primaveril Sem saber mais do que nada... ...................................... Isso sim, seria a única verdade de um guerreiro, Só com a montanha transcendente A seu lado. Conquistar a vida com uma só mão E a natureza com a alma. Álvaro Machado – 13:19 – 13-04-2013

Sobre reis

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Escrevo hoje sobre reis. Sentado. Inspira-me o que me foi ensinado Sobre um qualquer reinado Em bruma, em mistério, em silêncio... Reis de Espanha ou de Portugal, Eram os nomes pronunciados. (Salvo erro, claro!) eis que me encantaram De uma maneira que não podia ser igual Aos monótonos dias passados! Os cânticos de ave dão como entrada A brisa boreal, toda aquela aragem Que nos dá alento e mais coragem P'ra erguer o peito sobre uma cruzada E exclamar, bem alto: "Quero eu o sopro da viragem! Quero eu navegar contra tudo e todos! Não quero capitães que me valham, Nem marinheiros que me desconheçam! Navegar, navegar, justamente navegar!" Onde ia eu? Ah, parece que já me ia perdendo! Ia nos reinados de príncipes encantados! (Que governam Portugal ou Espanha!) E com nostalgia vou recordando O tempo dos réis que iam governando Sem saber palavras simples: pátria, bravura, nação... Palavras que eram simples para que...