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O lar olvidado

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Sempre fugi dos círculos emblemáticos Peço inequívocamente desculpa As estradas que anseio são dispersas e ruinosas E a distância é total condição. Os portos, que sejam os portos e não outros, Que me dêem o lar que todos os dias peço O amor que a cada passo dado suspiro Ardente como no relento do vento... E que não caie, ó Deus, em esquecimento! Nem acabe nunca perdido num amor insano! Levai-me os versos os cadernos soltos sem fim! Eu preciso de não ser daqui!... Álvaro Machado - 17h38 - 07.11.2017

Retomados

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Fosse tudo a retomar, tudo de novo a surgir (A não ser que o destino fosse favorável!) Os mesmos silêncios a tomarem existência A disforme liberdade a entontecer... E as mágoas desaguarem num riacho impossível (Como eu estar sozinho a escrever...) Pedras submersas, naufragadas de mar em mar, De vidas vazias sem razão de existir... Mas volta a corrente para as levar Para o lugar sombrio de onde vieram, O mesmo porto sombrio e sozinho De volta ao que era… (E os sonhos acabarão por chegar…) Álvaro Machado – 16h00 – 06-07-2013

Paris

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O dia hoje é estar em Paris E ver de lá o lado das saudades Que nos chegam dia após dia À considerada cidade das cidades; É não estar bem com a língua E ver de longe a memória de Portugal... No ar um cheiro atravessa infernal Uma sensação míngua... Paris é como estar no Porto E ver bem próximo de nós A serena ribeira e o belo porto Que ligam a cidade à Foz. Álvaro Machado – 20:52 – 18-02-2013