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Instância de poeta

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Morrer lentamente Mais dor impregnada O é que a morte de repente Que nem chega a ser interceptada. A solidão onde à volta desvasta, A consciência do estar só, num ir lentamente, Em um sentimento contrasta Para o que tanto sente... Vida breve, e sem amor próprio Nos precipitámos para o abismo... Nunca no meu divagar pareço sóbrio -antes pertenço ao profundo cismo!... Álvaro Machado - 10:47 - 08-04-2015

Rendição

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Rendido. O peso de consciência é demasiado. Prendido nos recônditos mais sombrios, Pesa à alma as desgraças de toda a humanidade E pesa tudo, só num pensamento. A depressão de estar sozinho e de não ter com quem falar. De estar deitado e de não conseguir fechar os olhos. Tudo é culpa de antecipar um sentimento ou uma acção, Que talvez nunca será realizável, Mas dói entrar nessa abstracta antecipação. Só rostos enfraquecidos tomando-nos a consciência! E nós enlouquecemos porque eles não deixam Que este peso se afaste... Estar rendido é o preço a pagar para quem não tem forças Nem vontade de espírito para continuar; E no quarto está escuro, com as más energias sobre o ar: Quanto rendido posso eu estar? Álvaro Machado – 01-03-2013