Inconsequente como um raio
Quem sabe a real verdade? Quem sabe quem é? Quem és tu, quem sou, quem são eles? Quem fez estas normas sociais e diferenciou o correcto do não correcto? Quem me faz menos do que a si? Levantamos dúvidas ao céu, olhando-o. Cremos em deuses só para termos algum sinal. Somos iguais para não parecer mal. Fugir a isto é pedir morte antecipada. (Mas a mim ensinaram-me a ser normal. A mim disseram-me para ser normal. A mim, e de mim, fizeram-me uma normalidade que já daqui não sai Por mais que queira, deseje, sonhe, ame! E eu vejo, pelo mundo fora, todos os génios que partiram... Reduzidos a pó; autênticos talismãs, autênticas pedras preciosas Que partiram, partiram e não voltam. Que foram e não são.) Todos têm sido normais desde então. Ninguém refuta o irrefutável, Ninguém contraria o único sentido, ninguém pasma o ridículo! O essencial está no exterior, sublime e imprescindível, Porque nos dá acesso à impossibilidade que a nossa condição assim ...