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Inconsequente como um raio

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Quem sabe a real verdade? Quem sabe quem é? Quem és tu, quem sou, quem são eles? Quem fez estas normas sociais e diferenciou o correcto do não correcto? Quem me faz menos do que a si? Levantamos dúvidas ao céu, olhando-o. Cremos em deuses só para termos algum sinal. Somos iguais para não parecer mal. Fugir a isto é pedir morte antecipada. (Mas a mim ensinaram-me a ser normal. A mim disseram-me para ser normal. A mim, e de mim, fizeram-me uma normalidade que já daqui não sai Por mais que queira, deseje, sonhe, ame! E eu vejo, pelo mundo fora, todos os génios que partiram... Reduzidos a pó; autênticos talismãs, autênticas pedras preciosas Que partiram, partiram e não voltam. Que foram e não são.) Todos têm sido normais desde então. Ninguém refuta o irrefutável, Ninguém contraria o único sentido, ninguém pasma o ridículo! O essencial está no exterior, sublime e imprescindível, Porque nos dá acesso à impossibilidade que a nossa condição assim ...

Sacrificado

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Não me foi dada a esperança De um futuro p'ra crer E ainda há uma herança Que me espera receber De braços abertos, estendida Sobre o horizonte. Ai, que estou perdido p'ra sempre! Ai, que a alma está perdida! Vagamente me falam que nasci E sou habitante do planeta terra, Mas como hei-de garantir que vivi Se mais tarde alguém me enterra? São perguntas a que jamais hão-de responder E com que ninguém se reconforta. O meu acreditar são os sonhos que sei ter Quando minha alma se descobre morta. E tu és o rapaz nascido dos sacrifícios Em que ninguém se há-de nunca importar... Ah! Entrega-te aos comícios Com quem nunca há-de te amar! Cruza os braços e desiste desta dor. Viver é só para quem tem um amor. E tu és o rapaz que nasceu para se sacrificar Quando ninguém te soube admirar... Álvaro Machado – 20:49 – 30-01-2013

Questionado

Quando será o meu último passo dado E o princípio para que tudo isto desabe? Pergunta inútil, para quem não sabe Que o Destino é falhado!... Quando será que me vão dizer O que os meus olhos não dizem? Sem resposta, só podendo sofrer Porque não me dizem!... Se estou triste, porque não tenho mágoa? E porque sendo o meu último passo Eu não choro? Se estou acabado, porque só tenho a névoa Para me acompanhar enquanto morro? (São as perguntas que me faço...) Álvaro Machado - 23:16 - 21-11-2012