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O mais fácil seria nem sequer olhar. Aceitar o mais inconcebível de todos os factos. Esquecer que há algo mais no horizonte E nunca sabermos o que é... As mais belas paisagens ao ar livre, Os sons melódicos do Mar, As aves sobrevoando de ilha para ilha, O sol a relembrar a nossa existência... Tudo isso é a prova de não haver prova nenhuma, De sermos sempre a mesma rocha, da nossa vida Predestinar-se a um desejo já dado como impossível Antes disto tudo... Se olhar para o indefinido vejo transparentemente que existo. Entendo o que há de mais alheio, o de mais incompreensível... Estranho é o melhor tempo estar para trás e não podermos Virar-lhe as costas, voltá-lo a viver e esquecer que existimos... Álvaro Machado – 22:20 – 11-03-2013