Por hoje acabou
Hoje ninguém existe. Nem o meio termo nem a saudade, O sol poente e a neve dos altos montes Longínquos como temos sido Acabou agora mesmo de cessar. Hoje toca o sino da igreja Que assinala o nosso fim Estende-se fúnebre pelas casas e pelas ruas E desvanece como que perdido Assim nós o temos sido. Hoje nada é nada. Nós somos como pó no meio da estrada, Somos relembrados, somos esquecidos, Somos uma tempestade e um vendaval, Uma origem e um final... Álvaro Machado - 14:06 - 10-02-2014