Estendido sobre a ilha naufragada, em alto-mar sonhado, Sinto a rota de colisão das águas batendo-me no rosto Como um tornado ouvindo-se-lhe a cólera enraivecida, E penso no que há-de ser do mar e das rochas quando não existir, Nos destemidos marinheiros que nos conquistaram a terra, E nas amas que tomam contam dos futuros marinheiros... O mar é tão complexo como as pessoas e é tão nosso como dos deuses; O mar dos meus devaneios futuros, do meu presente ignorado, Do meu passado ainda por acabar, é o mar sem marinheiro: Há dor enseada abaixo! Há redemoinhos agitados! Há o haver sonho! Ó Mar de Cherbourg, eu canto-te sem força e vivo-te sem tragédia! Eu elevo-te à terra do outro lado do oceano e do outro mar! E ainda assim um mar sem marinheiro que o navegue, sem homem Que o ultrapasse, sem nau que lhe atravesse a ilha naufragada... E ainda assim, o mar de que tanto eu espero!... (O futuro dá-me a crença de que há algo a esperar, Dá-me a vo...