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Nada igual a si

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Sol que nasce e que nos ilumina, Lua que vem e que nos abandona, Tudo tem de vir, tudo tem de partir, Connosco nunca pode ficar. O que vimos é apenas por pouco tempo; Nunca vimos da maneira que anteriormente havíamos visto, Nunca sentimos como havíamos sentido outrora - Nós próprios não somos quem éramos. Tudo vem, tudo vai, como nós Que não somos mais que uma paisagem Cheia de recordações e de imagens Inerentes à alma. Que se leva, afinal, desta vida? Álvaro Machado - 00:38 - 10-06-2013

Amor

forte é amor, ainda mais forte é amar-te. sentir e viver e cantar-te com grande fulgor. somos a partícula que complementa o universo e cresce verde na hortícola a esperança em verso. mas, ainda assim, não sei bem precisar tanto possuir e te amar mais do que a mim. se existe o destino, destino somos nós a cantar com a alma o nosso amor... partir até pode ser, desde que partir seja contigo! mais: a lua um dia há-de pertencer a mim e a ti e a nós! Álvaro Machado - 22:47 - 19-03-2013

Acabar juntos

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Dedicado a Orionte. Quando acabares: acabaremos juntos, Orionte; Partiremos juntos nessa viagem fúnebre Que todos a temem, que todos a desconhecem Por fazerem para não a lembrarem. Quando arrumares a carabina da tua vida, Eu arrumarei os sonhos que tenho construído, Desperdiçá-los-ei só pela nossa ida... O desespero tem-me imbuído! Nós: ao leme, sobre o mar morto, a chorar Enquanto um fala, outro vai a navegar; Só nós, sempre juntos, a caminho do fim Que tantos temem para si... Dispara, apontando ao céu e à lua e ao sol, O último suspiro nosso, o suspiro de nós para o mundo... E o que é a vida a mais não ser uma curta duração, Orionte? Debaixo deste mar, outro mar nos espera. Álvaro Machado – 15:04 – 22-02-2013

Trilhar caminho

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Todos os caminhos é desencontrar, É não estar com quem queremos estar, É todos os caminhos serem de lados opostos E quantas histórias o hão-de narrar? Porque há as coisas divinas que nunca havemos de chegar, Porque há a natureza que tem piedade consoante a sua disposição E um dia nos há-de levar quando a sua disposição acabar, Porque haverá furacão... Não vejo diferença absolutamente nenhuma em caminhar Com a nossa própria sombra ou caminhar com sombras várias, Não vejo porque hão-de existir caminhos para eu traçar Se no fundo nenhum deles respostas me hão-de dar! Todos os caminhos é dor, é sofrimento. Eles todos e todos nós temos esse pressentimento - Que há-de ser este o nosso caminho, o nosso destino E que seremos felizes consoante o tracejado. Álvaro Machado – 12:21 – 10-02-2013  

Isto do vento

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E é isto que somos neste mundo. A história só nos diz mentiras. Somos a passagem repentina do vento E a chuva e o sol do lamento. É isto o mundo de quem nos criou, São estas as árvores, as paisagens, E tudo o mais que olhamos das nuvens. Somos tudo que o vento levou. Tudo é estar belo e ser aparentemente eterno, Menos nós, que passamos repentinamente Por este mundo e outros e quem sabe continuamente! Tudo é isto em paisagens ao sol e não sermos como ele, É viver tão distraidamente de nem pensarmos Que um dia, finalmente, acabamos! Álvaro Machado – 14:18 – 08-02-2013

Às vezes

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Sabes que eu às vezes fico a pensar No que afinal nos tornámos, Se realmente sabemos se somos Alguém que tem tanto p'ra dar... Só às vezes, porque não quero cismar Nestas coisas que nos impedem de viver; Só às vezes eu penso no que vai acontecer Se isto tudo, um dia, acabar... O consenso, quando se chega a ele, é iludir Quando não se encontram respostas p'ra nada, Porque tu sabes, ó miragem, que serás sempre amada Quanto mais por quem está p'ra vir... Só fico triste nestes momentos, sabes? Parece que vivemos para nada e nada é vivido, Parece que somos para nada e nada é esquecido... E o medo que carrego é nunca te encontrar... Continua longe e assim nunca hei de lá chegar... Só fico triste às vezes, quando penso nisto... O que eu sei? Que fico confundido, e não persisto. Deixo-a esquecida no fundo de uma gaveta E pode ser que assim te veja mais d’ perto. Álvaro Machado – 20:22 – 07-02-2013