Rascunho sacrificado
Tudo que em mim é Se distancia mais da rota. Tudo que em mim vive Nunca é de ninguém. Estar ébrio é a minha condição De estar sóbrio. E os que vejo à minha volta, Tantos desses, não são nada. A vida é monótona, estejamos feliz ou não. Vivamos, portanto. Tenhamos fé: Deus é a brisa das estações. Ah vida dolorosa, cansativa, igual em todos os lados! Do homem te acercas; do homem tens parte de ti! E os sentidos, o que são os sentidos? O que é ser-me? O que é ser-vos? E a minha embriaguez não me permite responder. Não quero viver na distância, nem viver do momento. Não quero ter nada, não quero viver por nada. Chega! Chega de ouvir a voz de Deus! Álvaro Machado - 03:32 - 23-06-2013