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Sobre reis

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Escrevo hoje sobre reis. Sentado. Inspira-me o que me foi ensinado Sobre um qualquer reinado Em bruma, em mistério, em silêncio... Reis de Espanha ou de Portugal, Eram os nomes pronunciados. (Salvo erro, claro!) eis que me encantaram De uma maneira que não podia ser igual Aos monótonos dias passados! Os cânticos de ave dão como entrada A brisa boreal, toda aquela aragem Que nos dá alento e mais coragem P'ra erguer o peito sobre uma cruzada E exclamar, bem alto: "Quero eu o sopro da viragem! Quero eu navegar contra tudo e todos! Não quero capitães que me valham, Nem marinheiros que me desconheçam! Navegar, navegar, justamente navegar!" Onde ia eu? Ah, parece que já me ia perdendo! Ia nos reinados de príncipes encantados! (Que governam Portugal ou Espanha!) E com nostalgia vou recordando O tempo dos réis que iam governando Sem saber palavras simples: pátria, bravura, nação... Palavras que eram simples para que...

Peso do rio

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Por que eu peso tanto, Mesmo fazendo para o esquecer? Por que o rio continua a escorrer Sem nenhum encanto? Tenho vagos silêncios em mim. O encanto é quando estou a passear Pelo som sofrido das águas paradas E parece ser águas de mar... Mas não. Sou eu sozinho a vaguear! Sou eu perdido, entregue à sorte... Por que hei-de ser eu a pesar E ser o menos forte? Só os deuses sabem o mistério, Só eles sabem realmente o que é viver Eternamente como este rio Que aparentemente nunca há-de desaparecer. Álvaro Machado – 22:30 – 04-03-2013

Universo

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Achamo-nos únicos em todo o universo Quando não passamos de pequenas partículas; Achamo-nos com predisposição para explorar Toda a dimensão infinita das estrelas... E para quê explorar uma infinidade de estrelas? Para quê observar mais vida além de nós? O homem nem a si mesmo se conhece. As estrelas são a nossa utopia de vida. Na verdade, a beleza está em constelações a anos-luz, Anãs brancas fulgentes, gigantes vermelhas intensivas, Autênticos buracos negros de um mistério infindável E de um sol que brilha intensamente p'ra tudo... E nós somos a pequena parte do universo Habitando um planeta longe do infinito, Vivemos tão pouco com as descobertas Que nos podem dar a passagem do tempo Para outros universos e outras vidas! Álvaro Machado – 14:08 – 25-01-2013