Antigos
Escrevo em busca de uma direcção De há muito tempo lhe estar perdida. Escrevo e quando escrevo parece esquecida A memória do meu coração. Acordo pela manhã. O sol abre-me a visão. Abro a janela deste quarto do antigamente, Tudo lhe parece da mesma sensação Que sentia quando era adolescente. Os mesmos pavimentos, os mesmos mistérios, As mesmas formas de olhar o céu, As mesmas pessoas - e eu via-os Com a sensação que aquilo já foi meu. A realidade da nossa história é que o tempo passa E passa cada vez mais rápido. Vivemos na incerteza De que quanto tempo passa também nos ultrapassa A face, que a cada dia desvanece a beleza. O dom que tenho é de sonhar no escrever O píncaro mais alto do amor e do desejo! O meu dom é ser o nunca de sempre ser E sendo-o, nunca o vejo! Álvaro Machado – 21:01 – 06-02-2013