entra. convido-te a entrar. este é o poema que te aproxima talvez de mim, talvez de tudo aquilo que eu sou. tem pouco de diferente, muito de comum. um caminho atónito de quem não sabe porque sente. à porta te espera o meu primeiro eu guardião de um templo creio ser tanto meu como teu divino, na modéstia de um vadio, é um snobismo. mas, dizia-te, entra. percebes agora? em tudo, nada. do nada que eu sou este poema está criado. pouco ou nada vale. ninguém o lê. não é digno de um livro. porque é rápido e sério e não se vende corações, sentimentos... vende-se arte, dizem, da história que tem amor e família que faça sofrer e por fim rir desleixados leitores. percebes agora? este poema é uma conversa ambígua que nem forma se lhe dou E se agora quiser Começo a erguer as maiúsculas Que é de mim? Que quero eu com isto, afinal? (minúscula.) mostrar que a liberdade é mal vista aos que fazem por atirar areia que aqueles do amor são contemporâneos autore...