Total perda
Perdi tudo... Mesmo esse nada se esvaiu de mim... Tornado escombros, vagabundo... Aqui gelo; e que sou? Em multidões escondo-me, mas por dentro morro. Toda a crença é cavar mais fundo na minha cave de inércia... Perdi o controlo... Tornei-me num deus frio, não sabia... E quando cumprimentei o barbeiro ao pensar nisto, ele sorria... Pois agora solto um breve suspiro ainda antes de partir... Se soubessem o fardo que carrego e, inda assim, nunca o tiro... Só quero apagar o cigarro e sorrir... Mas agora é tempo perdido - o que perdi, é fugido, e o que tenho é efémero para voltar a viver. Álvaro Machado - 20:38 - 30-05-2014