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A mostrar mensagens com a etiqueta Imortalidade

feixe de luz

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vagueei até se me exaurir todo meu acreditar.... o andar que fez o dia partir e a noite fria chegar o rosto o não faz reluzir... indo, meu cavalo cavalguei, meu espírito fiz erguer como fosse ele crer que a porta é ali, que cheguei à vitalidade, ao jamais morrer!... após toques secos e imperscrutáveis nada aparecera, o só silêncio perdurara... e o poeta, quieto, submisso, que vira que ninguém chegara, voltou-se e desapareceu na escuridão: afinal tudo é tão vão... Álvaro Machado - 01:52 - 28-12-2014

Liberdade condicional

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Sou livre como um pássaro quando está a voar, Sou superior dos superiores ancestrais, Sou senhor para não ter normas nem leis que mandem em mim! Eu, livre como o ar, identifico-me nas incertezas, apenas... Quero dispor de toda a liberdade como esses astros que vagueiam pelo universo! Quero pertencer à matéria invisível que não se sabe bem se existe ou não! Quero respirar ar puro, também raro, que circunda em voltas controversas! Livre, portanto, é livre nessa condição de respirar liberdade, unicamente... Ter e ser mente livre, alma com pujança p'ra sonhar eternamente, Bater de asas de um pássaro do futuro que anseia regressar no tempo, (Para matar as saudades) linhas do horizonte que desesperam Para ver homem que as desenhe... (Homem que as desenhe, dizia eu?) Homem, homem dos acasos sem remédio. Sou, por índole, livre, em nome e acção, mas sou, também, prisioneiro Sob quatro cantos disformes chamados mundo, que acorrenta-me os pés E não...

Uma história breve

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Por entre todos os caminhos que se dispõem ao longo da ilha Reconheço-lhes, como se adivinhasse o futuro, As origens e as tempestades, e a essência das nefastas paisagens Que não me trazem memória nenhuma E vejo-as com nitidez absoluta por serem vulgares, Por não fazer lembrar nada ao vê-las; Acendendo o cachimbo em alto mar eu penso: - Onde estais vós, origens? Nada que é navegado tem futuro ou sequer passado, Nada existe de memórias ou de lembranças Ou seja o que for que me faça voltar no tempo, Porque eu não tenho tempo nem época. E assim, todos os dias mudo de personalidade. Mudo consoante a maré. Se ela for monótona e me levar sempre ao ponto de partida, eu escrevo Como poderia ser se a maré fosse tenebrosa tal qual antigamente o era! (Antigamente eu era coisas cujo nome não me recordo...) Mas falar do antigamente ou da probabilidade da maré ser tenebrosa Já é contra a minha personalidade: deixo-me só a navegar por Cherbourg, A ...