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(in)definida viagem

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quero como quem quer uma coisa qualquer sem sabedoria alguma no seu viver quero como quem quer esta ou outra paisagem ao amanhecer ou então mesmo nenhuma (é nefasto assim querer) quero como quem quer ousar sem ousar, crer sem crer até que o sol doirado suma ou a lua o faça desaparecer e na ida, apressada dizem, seja tudo neste passar indiferente Findo ou infindável, todos se afastem Porque a vida é uma corrente Pobres somos nós - somos gente Álvaro Machado - 21h00 - 02.03.2017

Anárquica noite

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Não me obriguem; porque se obrigarem eu não o faço - Para mim dever há só um: ouvir esta noite assombrosa Por onde passa o vento frenético, de cólera impiedosa, E a escuridão é o caminho que faço e desfaço No mesmo instante, no mesmo espaço. Neste momento de vida, talvez precoce e imaturo, O oceano empurra para a mesma direcção - Que outros vão percorrendo em vão, Outros, esse tais, que da vida soltam inertemente revolução - De caminhos que para mim não procuro. Só esta noite me conhece, só este vento Intercepta a voz, o verso, a inquietação em lamento Com que eu carrego de mão ao peito, Por um sentimento trágico e sem encanto. De fora? Pode brilhar, e pode até iludir. Nunca disse que mais ilusões não estivessem para vir. Só que ilusões não passam de ilusões, e esta noite existe Como o vento e a minha alma. (Ó alma, por que me fugiste?) Álvaro Machado – 23:14 – 29-04-2013