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Tela final

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Um a um vamos caindo Num abismo sem fim Às portas fechadas na chuva turbulenta Giram corvos numa dimensão tremenda Um a um, engolidos por razão qualquer, Da vida vamos indo Nessa estrada feita em ermo Razão parva de corações sentindo E a mágoa de qualquer um? Colocam-na nos deuses dispersos Girando e voltando a girar em mim Até brotados os versos. Álvaro Machado - 01h42 - 13.09.2017

Índole sábia

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à frente do nada onde a alma é o ver nunca soube do saber e a morte nunca havia de querer sair dos que a ouviram... então soara cada vez mais lá do fundo, da casa longínqua, o eco onde mortes são iguais a um virar de página... sempre indo à deriva ( vendo-nos de permeio... ) num ir diante de uma escuridão cerrada às avessas com a verdade... para quê um sábio no meio do nada que é cave habitada pela alma do outro lado da estrada? Álvaro Machado - 19:05 - 03-05-2015

Júbilo

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Estou demasiado agarrado, demasiado viciado Para que agora me digas que vais partir. Todos os dias, quando acordo, penso a rir: «Preferia eu nunca ter acordado...» Sem ti, a minha vida deixaria de sentir-se Um júbilo e morreria com consciência pesada De te ver partir e não poder fazer nada. Há-de vir-se mulher, há-de vir-se. E por mais que eu te procure neste vazio Não te acho um rasto de corpo ou de alma. Continuas sem vir e eu perco a calma, E vou estrada fora, passando pelo fumo Das casas não achando um rumo Para este vício de que me rio. Álvaro Machado – 14:11 – 03-02-2013