Manto de dor
É tudo vento - e vento é coisa desinteressada. Para quê névoa tamanha na estrada, Se o único que tem lamento É doido e não sabe nada? Ninguém vê lugar nenhum defronte - vê o vento, e é cego e mudo e inexistente. Mas por que se hão-de importar com quem sente? Interessa é saúde e não quem confronte, É só comum o torpe que mente. E é assim, e é assim por isso, Que sofro eu tanto. Cobre-se o homem desse manto E nele é como feitiço: Engana e trai e nunca tivera encanto. Álvaro Machado - 01h59 - 10-11-2015