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Natural.

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O mar move e o coração espanta Porque há-de se mover. E a alma acalma, deixa a onda correr: Tudo vai e volta, e sempre nos encanta. Álvaro de Magalhães – 12:53 – 28-09-2013

Sobre reis

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Escrevo hoje sobre reis. Sentado. Inspira-me o que me foi ensinado Sobre um qualquer reinado Em bruma, em mistério, em silêncio... Reis de Espanha ou de Portugal, Eram os nomes pronunciados. (Salvo erro, claro!) eis que me encantaram De uma maneira que não podia ser igual Aos monótonos dias passados! Os cânticos de ave dão como entrada A brisa boreal, toda aquela aragem Que nos dá alento e mais coragem P'ra erguer o peito sobre uma cruzada E exclamar, bem alto: "Quero eu o sopro da viragem! Quero eu navegar contra tudo e todos! Não quero capitães que me valham, Nem marinheiros que me desconheçam! Navegar, navegar, justamente navegar!" Onde ia eu? Ah, parece que já me ia perdendo! Ia nos reinados de príncipes encantados! (Que governam Portugal ou Espanha!) E com nostalgia vou recordando O tempo dos réis que iam governando Sem saber palavras simples: pátria, bravura, nação... Palavras que eram simples para que...

Ó mundo! Voar, Voar!

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O mais bonito que há É voar ao infinito, Nunca mais voltar cá. É voar, é voar, tenho dito! Sobrevoar oceanos e vales, Cruzar peixes e aves, E todas as espécies que existam. É a voar que encantam! Pena não nos terem concebido A arte de voar ou de respirar Submersos; A arte é não encontrar Arte no homem vencido... Porque o mais belo do mundo Nós não temos nem podemos ter; Voar é tocar aos píncaros e ser oriundo De outra terra, de outro amanhecer! O mais bonito que há São as estrelas que brilham intensamente De um outro espaço, mais belo do que cá, Que todos os dias nos atravessa a mente! Voar é compreender E subir ao cimo de nós; Voar é erguer a voz E do mundo nada entender. Álvaro Machado – 21:21 – 20-01-2013

História Renascida

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Na história de mil desejos infinitos e impossíveis de realizar, Há quem sinta com simples gestos uma imensidade de sensações E, misturando-se ou não, por vezes confundindo com ilusões, A história torna-se possível de concretizar. As flores ganham instantaneamente uma nova cor, A fulgente luz das manhãs vagas deixa de lado a dor E vive o momento como ele assim o pede: ser vivido Por quem achou não poder ter existido. Das tantas histórias muitas lendas não tinham importância. Reis e rainhas - sonhos da alma encantada. (Que história é o meu Destino?) Reinos de tantos reinos, Deuses de tantos impérios, O que será dos mil desejos infinitos e dos navios Que percorrem outros tantos rios? Álvaro Machado – 20:43 – 10-12-2012

Encantando

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  Enquanto sol faz nas redondezas A chuva deixa-se de ouvir... Enquanto prevalece a razão de vir Todas essas tristezas, Intacto, ao clima e à força de o ser, Espero, impaciente, o que está sendo E o que está p'ra vir ao amanhecer. (Só espero não me comover...) Quebra-se-me tudo: dor sem doer, Vontade cansada de nada querer, Desespero progressivo E sol efusivo... Enquanto estar na sombra é sombrio Por mover-se algo espontâneo Cessa de tal forma o tempo a ir E tudo nesse momento deixa de existir. Álvaro Machado - 14:22 - 20-10-2012