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Teoria

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O que é morrer? É o que eu sinto. Lentamente, sinto-me desvanecer Com a embriaguez do absinto. O que é morrer, senão morrer? Nada. É alguém que já existiu. Que não existe e se esqueceu que se viu. É tudo de mim a desaparecer... É quando está muito frio, é quando nós desaparecemos E arde no fundo do mar a nossa imagem... É quando é calma e silenciosa a viagem Onde nós já morremos. A vida é assim: sinistra, complexa. Num momento tudo se move E, de um momento para o outro, extingue-se Como se nada fosse... Álvaro Machado - 22:24 - 02-05-2014

Absinto.

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Não conheço o meu absinto Senão quando estás presente. Aí, como quero, sinto Como ninguém sente. Fico cambaleante para o sentir. Fora do círculo admissível na corte. É o que dá quando se supera e se sente emergir Transcendente e forte. Não tem premonições. Atinge-nos como um relâmpago. E o ser comum vive de ocasiões. Eu vivo do que divago. (Disse um barqueiro qualquer.) Álvaro Machado - 19:50 - 11-09-2013  

XV

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Estou sem a realidade que a todos faz mover. Perdi todos os fundamentos para que viver. O bom todo é pequeno e pouco espaçoso Para quem, como eu, da vida se faz ocioso. Sou um jogador de xadrez em viagem E a olhar p’ra vida com a certa distância (Farei xeque-mate na próxima instância) Até ganhar coragem. A embriaguez permite-me sonhar, Ir para além, tocar noutras dimensões, Ter novas sensações!... Afinal, em quem tencionamos amar? Viagens atribuladas, grandes embarcações? Erguer-nos das emoções?... Álvaro Machado - 14h20 - 21-07-2013