Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Destruição

confissão marítima

Imagem
o meu coração é agora a nau prestes a atracar em qualquer porto atraco à noite pesada e sombria ou talvez à manha clara do dia seguinte estou quase a chegar! que emoção de conquista! iço sobre a nau a paz almejada naquele pedaço de ilha defronte mas logo uma turbulência desmedida posta na força do mar insano quebra em pedaços a nau do meu coração e o sonho, o amor de ali chegar, cessa em permeio... Álvaro Machado - 03h51 - 09.10.2017

Inexistência de partícula

Imagem
Perdeu-se o sol universo fora e com ele foi também a luz intensa, fulgente que servia para o nosso dia doer menos; e se a água reluzia e o fado ardia em nós para toda a eternidade sucumbiu-se então... Fomos não o mar, mas as rochas onde o mar violentamente esbate; Fomos menos que canção, fomos parte dela esquecida num palco em escombros; Fomos não a voz gloriosa da humanidade, senão toda a mágoa, ódio e destruição... Quando deitámos para trás os egoísmos instaurados por patriotas de merda ou os filhos da puta vindos debaixo da terra, sórdidos, escasso se tornou o sentido e a permanência em terra e o tempo esvoaçara pelas nossa mãos como se nada merecesse o homem... Álvaro Machado - 04:29 - 26-05-2015

Metafísica ponte

Imagem
Derroca-se uma ponte Imbuía de sonhos, do que queria para mim Anos levei para, na minha mente, A construir, torná-la verdadeira, Parte de mim e do meu ser. Bem me recordo da vontade, do ânimo De saltar da cadeira só com a ideia a surgir! Bem me recordo de como eu era... Frenético, imparável, pronto para conquistar o mundo. Vozes contra? Nem se faziam ouvir. Mas a ponte, agora, derroca-se Diante do meu ser. Desmorona tudo, tudo aquilo que poderia dizer Ser a minha essência. E tanto mais não é que eu olho reconfortado Com minha própria impotência Ao ver que o sonho está a ser atacado E eu nada faço para o impedir? Não sei, desculpem-me, mas não sei O porquê de não conseguir reagir, De não conseguir tirar os pés do chão, De não conseguir dizer: não, não a levem! Eu não quero nada, sinto-me cansado de tudo, Em mim mora a inércia e a descrença De tudo e por tudo, se acabar, que acabe, Se continuar, que continue... Eu simplesment...

Pranto incessante

Imagem
Quando o pranto não cessa E ecos do corredor, atónitos, Soam como gritos - e como sofrimento - Meu coração é vulnerável. Quando o mal nos entra noite adentro Como se houvesse alguém ofendido Deus E Horas de dor se atravessam impiedosas Suplicar é desespero e falta de esperança. Quando, ó sombras inúteis, eu fui alguém Não tinha o limite, nem o achara nunca. E por não o ter, ele me encontrou. Por ele me encontrar, ele me destruiu! Álvaro Machado – Sem hora – 24-01-2014