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Do navegador eterno

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Fez-se história de Portugal Mar dentro do incansável Por meio do descobrir imortal Tornado foi possível... Voltados às ondas barulhentas E aos tenebrosos canais Eis os portugueses a passar o cabo das tormentas E turbulências infernais... Do mundo inteiro, a meio dividido, Soubemos de coragem como ninguém; Deus, era deus que nos havia concebido De homens muito mais além!... Álvaro Machado - 03:17 - 29-03-2015

Modernos.

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décimo primeiro canto. Consoante o modernismo a saudade. A saudade dos gregos e dos romanos dos pensamentos megalómanos, e no entanto realizáveis; Dos impérios vastos de Temudjin e César que, vendo homens, viam conquistas - um que sozinho comandava milhares. Modernismo, o desajustado e traiçoeiro. Como poderá evoluir o homem se os arquivos não se procuram nem a história se pretende saber? Diremos que Aristóteles nem existiu e que os livros metafísicos são contos de fadas... Que disparate, Da Vinci, Galileu, que horror. Ser moderno é ser só assim. Os que morreram, morreram; já lá vão... Que interessa se os perseguiram e torturaram para que hoje nós andássemos aqui? Nada... Age-se com indiferença, até com arrogância, se sequer nos abstraímos a pensar nisso. Que interessa quantos morreram a caminho da Índia para que se unificasse o império? Dos poucos nomes exaltados, que eu conheça, só Vasco da Gama, que até vem nos descobrimentos, mas onde os largos ...

Século fúnebre

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Doze cantos, a começar do décimo segundo. Da praia lusitana tantas vezes invocada Eu caminho agora para o fim. Foi a língua que se perdeu E a pátria está naufragada - Portugal hoje é assim. Então hoje eu volto às origens De erguer em meus cantos Novos mestres para as novas viagens, Novas Tágides para novos encantos, Deuses para a crença não findar. Doze cantos de solidão, De amor, de tragédia e de sacrifício. Heróis que inda crêem em el-rei D.Sebastião Aparecem encostados ao ofício Dos que inda matam por matar. Louvado seja o senhor. Em grande, louvemos. Senão os imortais no tempo Acercam-nos e, depois de impingirem a dor, Nós morremos. Ó canto meu, nada sei... Portugal já não tem a praia lusitana no alto do luar Nem a esfinge nos há-de voltar a cruzar. Resta-me apenas o que criei - Doze cantos sem os não pensar. Álvaro Machado - 13:43 - 29-03-2014

Partir!...

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Eu talvez tenha sido tudo Sem ser nada Que é de mais neste mundo É de menos pela estrada Se a viagem eu confundo. São tudo caminhos A significar nada Que se assemelham na curta Ou na grande distância De ninguém os saber percorrer. E fossem mais universos A não ser este Despertar-se-iam novos conhecimentos E novas vontades de partir em viagem, Seriam outros descobrimentos. Boiar no universo, deambular por galáxias, Conhecer estrelas, novos mares, Sóis ainda mais brilhantes... E cessar tudo; esquecer. Todos nós sermos almirantes... Partir!... Álvaro Machado – 18:29 – 10-06-2013