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Coimbra dos doutores

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a cada vibrar de corda, a cada soar de voz escorre a lágrima sentida e saudosa vestida de capa negra por todo o estudante em cada um de nós perpassa o sentir Coimbra muito além e quando outros nos ouvem, do sentir de aqui, nada compreendem... o silêncio enternecido no cessar de uma canção nos leva para um passado, para uma geração, imbuída de crenças e de sonhos e aí compreendemos esta cidade, tão-só ela se despe, desinibida dos que a vêem, e se preenche em cada recanto de vida e esperança... retoma o vibrar de corda e o soar de voz desta cidade que vive dentro do meu coração!

Incompreensão racional

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Em um sonho de me não compreender Dou voltas sem as dar À volta de um novo ser Acabado de encontrar. De nome e tempo dispersos Soa-me como que conhecido Vem de longe, de longínquos versos - Foi assim que senti ter aparecido. No ser e não-ser da minha alma doente Em rodopios lancinantes Tudo o que me é alheio, tão como comovente, É-me mais do que dantes... Não sei se é o Mondego distante Ou a proximidade com o Tejo Em que aos poucos um volante Se me ergue um bravo ansejo!... Álvaro Machado - 11.50 - 09-05-2015

À memória!

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em memória a ti, companheiro. muito mais importante que as palavras são os pequenos gestos. gestos que nos enchem o coração da saudade de um que estará para sempre connosco. então não são pequenos... são gestos largos, nobres, que significam tudo. as vozes entoaram e prosseguiram a sua rota natural acompanhadas pelas guitarras que soaram tristeza nas notas... capa negra, assim, como sabemos, homenageamos. e é com a capa negra que sempre diremos: nós, contigo, sempre estamos. Álvaro Machado - 20-06-2014

O eco que vai por Coimbra

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Ecoa no Mondego desta cidade o som de outros tempos. Oiçam, bem de perto, a intemporalidade que vai na corrente e que são versos. (Ecoa neste rio o meu coração...) Eu que, isolado, sem saber tomar uma direcção, pergunto aos deuses do universo se algum dia me hão-de recordar como eu os recordo... Não sei, porque me dói muito querer saber. Dou um breve suspiro, fito as indefinições do ar, e penso para mim: quero é morrer. Por que hei-de outro caminho querer, se por mim ninguém vai suspirar? Mas é deste rio que me vem a veia de artista - incerto, desconhecido, embriagado pela sublime paisagem. E continuei pensando: nem que isto me leve ao suicídio, nem que da minha vida desista, o que eu quero é saborear esta viagem aos tempos passados. Álvaro Machado - 20:12 - 10-06-2014