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Ramo do esquecimento

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Ramos arremessados ao chão, Lágrimas escorridas, Laços do grande-amor-vão -Tudo para o chão! Fúnebre. De luto ao herói, ao conquistador... Silêncio, lágrimas e muita dor... Noite que arrefece como o corpo estendido! (E preferia eu que nunca tivesses partido) Só o vento sofre, só a lua cheia sente Porque mais ninguém pode sentir; Só as rosas sentem a saudade Do herói, de sua irmandade! Só eu posso sentir a carta que me deixou. Por isso ela foi destinada a mim. E por onde passo, oiço-os a todos, Todos aqueles últimos suspiros dados Com uma despedida forçada! (No fundo, eles queriam só mais tempo, Só pediram a Deus um pouco mais de tempo Para viver, para continuar vivos. Pouco tempo, era só tempo; e pouco...) E por onde passei, ouvi de maneira tão pura Aquele pedido de socorro. Só a luz da noite lhes ilumina o jazigo. Sem essa excepção foram esquecidos Para sempre, eternamente esquecidos! Só o vento e a lua continuam enc...

Enevoada viagem

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Contemplo no chão do meu quarto As estrelas de origem desconhecida (Será o meu olhar que ilude?) Que tanto dizem da vida. Da distância entre o quarto e a rua, Está uma névoa intransigente De um cerrado nevoeiro de lua (Será a percepção de gente?) E nos snobismos passos longínquos Que oiço, tudo é ermo, tudo é oco, Tudo é excessivamente desconhecido Para eu questionar o que havia sido... E por que contemplo e suponho a dúvida Aos céus, aos mares e às estrelas intocáveis? Nenhum de vós queira saber mais da vida; Nenhum de vós sabe mais do que isto! Álvaro Machado - 21:27 - 26-12-2012

Incerteza

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Como tem chovido, Não me tenho apercebido Que está a chover. A meio do dia já passou, E dia já não mais quero ver Por onde vou. E agora que já não sei da chuvada Peço que venha mais tarde p’ra ver; E vou aguardar até que seja transbordada, Entre a chuva tempestuosa e o chão desabado… Vem, por favor. Vem, porque estou molhado E não sei porque está a chover!... Álvaro Machado – 21:01 – 15-11-2012