Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Brilho

Sombra na mente

Imagem
Escondo-me na sombra E enquanto o sol ilumina Outras sombras passam, Outras sombras ficam E eu, enquanto estou a sonhar, Julgo-me perdido, mas feliz, A vaguear por infinitas rotas Que em nada se cruzam E se me atravessam a mente (Ah, que as oiço perfeitamente!) Como se fossem vozes lá em cima A chamar por mim... Eu não tenho uma rota definitiva. Só preciso de vaguear... Pode até ser absurda esta noção da realidade, Mas eu prefiro ficar a sonhar E a ver os meus sonhos à sombra - Eles à sombra iluminam-se, Enchem-se de esperança E brilham sem luz. Não me pareço com nada. (E porque me falais daí de cima?) Não oiço voz nenhuma. Não há luz que me ilumine. Só que escorrem lágrimas À sombra de mim E um lago de lágrimas flutua Estas saudades... Nunca me deram um remo ou uma nau, Para que eu percorresse este lago, Este lago, que nunca viu uma luz Ou outra coisa a não ser sombra! Álvaro Machado – 22:10 – 24...

Regresso

Imagem
Entra e senta-te a meu lado, Eu sinto toda a verdade em ti - Tu, na verdade, nunca hás-de mentir, Porque todos te vêem. Posso ver-te bem de perto e és intenso Ou posso achar-te distante quando desvaneces, Porém, vendo-te sempre, eu sei bem Que nunca hás-de fugir. Vem e senta-te e não penses na chuva. Deixa-a vir se tiver que vir: é o ciclo da vida. (ensurdecedor ranger de trovões, de relâmpagos) "Eu pareço uma miragem; todos me adoram pela cor e pelo brilho, Mas nenhum consegue olhar-me fixamente. No fundo, sou mau E ninguém me quer por isso" (trovoada, por assim dizer, contínua e frenética...) "A humanidade depende de mim! Eu não dependo de ninguém. Sinto-me estrela, mas estrela esquecida como tantas outras Que se espalham pelo universo..." Reluzes campos, alentas sonhos, cultivas esperanças: só tu. Tu só, como ninguém o faz. Ó estrela fiel à vida e à esperança, Chega bem perto de nós e conta toda a históri...

Lua solitária

Imagem
Deixemos ao longe a lua brilhar intensamente Como se nesse brilho houvesse esperança, E ela, variando a sua cor, obscuramente, Razão de ser que nunca cansa Vêm ao horizonte cinzas que entoam A cantiga mais triste de cantada ser, E homens, mulheres e abismos haver De razões que voam... E deixemo-la solitária mudando de cor, De um pó estrelar e de uma cor esbranquiçada, Uma lua estranha e distanciada!... Baixa e amarelada enfermidade mortal, Alta e branca, deixando-a vendaval Traspassando dor. Álvaro Machado – 00:21 – 29-11-2012