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memória e raiz

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banalmente, no acaso do sistema solar, sei de mim e sei o que sou... sou um triste que pela noite de luar dos universos dispersou... sou uma dor sem cura que na sombra se inquietou à espera de uma brisa que na alma soasse a paz, a plenitude..., mas deus sempre negou que minha alma assim sonhasse… e assim me vou - ouvindo esta ópera distante, vivenciando estes leves passos pessoanos até ao esquecimento arrepiante que nos vem com o passar dos anos… adeus: mas leve e seguro. é assim que me vou. Álvaro Machado - 00:23 - 25-05-2015

Maestro tenebroso

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Quero versos rápidos e com espasmo, Quero sentir uma intensa melodia carnívora, Quero que se exaltem mais e mais poemas E que sejam cantados altivamente! Música inerente à palavra! Raiva se for precisa! Curvatura corporal para compor uma obra-prima! Louco, ébrio, nobre, exausto, ávido, sereno, pálido! Mestre das nossas vidas! O céu: quero-o lúgubre, completamente tenebroso! Quero-o magistral com nuvens atónitas à direcção! E depois o silêncio espalhando por toda a parte A melodia saudosa ao destino! Que ninguém ouse ser mais entontecido do que eu Algo dia poderei ser! Peço-vos ó antiguidades clássicas! Neste momento estou ébrio e há algum mal nisso? Vou a caminho de casa quando, na minha cabeça, Imagino notas harmoniosas e submissas… Uma pausa: a passagem aos enraivecidos tons de revolta! E vou já na rua com a espontânea vontade de gritar, meu deus! Ó meu deus, que melodia vagarosa de céu e excêntrica de averno! A rapidez insensata e demo...